Inovação na análise ambiental dos projectos LEADER
No âmbito do terceiro concurso do Eixo LEADER do PRODER no Alentejo Sudoeste, gerido pelo Grupo de Acção Local AL SUD Esdime, o Órgão de Gestão decidiu aprofundar e valorizar a componente da Sustentabilidade Ambiental dos Projectos, através da definição de orientações especificas para esta matéria que constam do Anexo II da Orientação Técnica nº4/2012, destinada a apoiar a instrução de candidaturas.

Este contributo do Orgão de Gestão toma a forma de recomendações e sugestões, através da apresentação de exemplos práticos, referentes a 6 dimensões fundamentais da sustentabilidade ambiental: materiais e matérias-primas, resíduos, energia nas infra-estruturas, transportes, água, produtos e serviços e biodiversidade. Aplicáveis aos projectos de natureza empresarial ou associativa, estas recomendações sugerem exemplos de diferenciação na gestão e organização dos investimentos, que poderão ser valorizados em sede de análise, criando assim uma base para “oferecer aos promotores um instrumento que os ajuda e incentiva a planear melhor o seu projecto por forma a investir em soluções com menor desgaste e manutenção no futuro e logo, a diminuir os recursos materiais e energia gastos no periodo de vida do projecto”, como explica André Vizinho, Engenheiro do Ambiente, e representante do Centro de Convergência das Amoreiras/GAIA no órgão de gestão.

Para André Vizinho, este é um passo inovador porque “apesar de a integração dos pilares económico, social e ambiental ser ensinada nas universidades e estar amplamente presente nos discursos políticos de todos os sectores partidários de todo o mundo, ao nível prático esta integração ainda está muito no início e é muito raro os programa de apoio ao investimento sectorial e mesmo os de apoio desenvolvimento regional considerarem a sustentabilidade ambiental dos projectos nos critérios e grelhas de avaliação dos projectos a apoiar.”

Este conjunto sistematizado de recomendações constitui uma mais valia para quem promove um projecto e para o território, pois incentiva e valoriza a compra de “produtos e equipamentos regionais apesar de estes serem mais caros do que os produzidos noutra região do mundo. Este critério só por si pode permitir uma maior circulação regional do capital investido pelo PRODER e pelo proponente na região e ajudará certamente a aumentar o potencial multiplicador de cada projecto.” Simultaneamente, é igualmente uma mais valia par quem analisa, pois indica critérios objectivos que permitem avaliar se existe uma “utilização eficiente e responsável dos recursos locais permitindo circular e manter a geração de riqueza na região”.

 

 

 

André Vizinho - Engenheiro do Ambiente; Centro de Convergência das Amoreiras/GAIA Alentejo

 

 

 

 

 

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Inovação na análise ambiental dos projectos LEADER
No âmbito do terceiro concurso do Eixo LEADER do PRODER no Alentejo Sudoeste, gerido pelo Grupo de Acção Local AL SUD Esdime, o Órgão de Gestão decidiu aprofundar e valorizar a componente da Sustentabilidade Ambiental dos Projectos, através da definição de orientações especificas para esta matéria que constam do Anexo II da Orientação Técnica nº4/2012, destinada a apoiar a instrução de candidaturas.

Este contributo do Orgão de Gestão toma a forma de recomendações e sugestões, através da apresentação de exemplos práticos, referentes a 6 dimensões fundamentais da sustentabilidade ambiental: materiais e matérias-primas, resíduos, energia nas infra-estruturas, transportes, água, produtos e serviços e biodiversidade. Aplicáveis aos projectos de natureza empresarial ou associativa, estas recomendações sugerem exemplos de diferenciação na gestão e organização dos investimentos, que poderão ser valorizados em sede de análise, criando assim uma base para “oferecer aos promotores um instrumento que os ajuda e incentiva a planear melhor o seu projecto por forma a investir em soluções com menor desgaste e manutenção no futuro e logo, a diminuir os recursos materiais e energia gastos no periodo de vida do projecto”, como explica André Vizinho, Engenheiro do Ambiente, e representante do Centro de Convergência das Amoreiras/GAIA no órgão de gestão.

Para André Vizinho, este é um passo inovador porque “apesar de a integração dos pilares económico, social e ambiental ser ensinada nas universidades e estar amplamente presente nos discursos políticos de todos os sectores partidários de todo o mundo, ao nível prático esta integração ainda está muito no início e é muito raro os programa de apoio ao investimento sectorial e mesmo os de apoio desenvolvimento regional considerarem a sustentabilidade ambiental dos projectos nos critérios e grelhas de avaliação dos projectos a apoiar.”

Este conjunto sistematizado de recomendações constitui uma mais valia para quem promove um projecto e para o território, pois incentiva e valoriza a compra de “produtos e equipamentos regionais apesar de estes serem mais caros do que os produzidos noutra região do mundo. Este critério só por si pode permitir uma maior circulação regional do capital investido pelo PRODER e pelo proponente na região e ajudará certamente a aumentar o potencial multiplicador de cada projecto.” Simultaneamente, é igualmente uma mais valia par quem analisa, pois indica critérios objectivos que permitem avaliar se existe uma “utilização eficiente e responsável dos recursos locais permitindo circular e manter a geração de riqueza na região”.

 

 

 

André Vizinho - Engenheiro do Ambiente; Centro de Convergência das Amoreiras/GAIA Alentejo

 

 

 

 

 

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